Durante a evolução, alguns retrovírus infectaram células reprodutivas de nossos ancestrais. Quando o material viral foi incorporado ao DNA dessas células, ele pôde passar às gerações seguintes.
Essas sequências são chamadas de retrovírus endógenos. A maior parte acumulou mutações e perdeu a capacidade de formar novos vírus, mas seus fragmentos continuam espalhados pelo genoma humano como registros de encontros antigos entre vírus e hospedeiros.
Alguns elementos virais também foram reaproveitados pela evolução. Um exemplo conhecido envolve proteínas relacionadas às sincitinas, que participam da formação e do funcionamento da placenta. Isso não significa que o genoma humano seja simplesmente “viral”, mas mostra como a evolução pode transformar antigas invasões em matéria-prima biológica.
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